Entrevista com a Escritora Rianne Zabaleta

Antes de mais, agradeço-lhe profundamente por ter concedido ao nosso blog esta entrevista. É uma honra tê-la connosco! Pode fazer uma breve apresentação sua?

Meu nome é Rianne, sou carioca, mas com um pouco do Brasil inteiro em mim. Já morei no Rio Grande do Sul, em Minas Gerais, na Bahia e no Mato Grosso do Sul. Estudei em três Colégios Militares diferentes e atualmente faço faculdade de Psicologia na UFRJ. 

De onde surgiu a ideia para “Meu Reflexo Não é Você”?
Um dia, em Salvador, enquanto eu pegava sol no clube, tive a ideia. A princípio, o título foi Borboletas e todas as minhas amigas da escola o leram.  

Quem ou o quê a inspirou a escrever esta obra?
A vida adolescente mexe muito comigo, acho esta fase maravilhosa. Não houve alguém em especial, mas o fato da história ser sobre a nova vida da Camila, após se mudar do Rio para Porto Alegre, com certeza tem a ver com minhas experiências pessoais.

Considera o seu livro um bom livro?
Sim. É claro que sempre há insegurança, mas isso se desfaz com a leitura de boas críticas a respeito. Não acho que ele seja inovador, mas sinto que dispara o coração de quem lê e isso já me deixa feliz,

Como foi o processo de criação de personagens?
Natural. Não escrevi o MRNV com a intenção de publicá-lo, isso permitiu que eu simplesmente seguisse a minha imaginação sem me preocupar com críticas. Era gostoso escrever. Nunca foi um trabalho, era diversão.

Quanto tempo demorou a escrever o livro?
Pouco tempo, pois eu mandava um capítulo após o outro para minhas amigas e elas devoravam, Eu costuma dizer que era uma escrava, a escrava que escreve. Faz muito tempo, o escrevi em 2008, então não consigo precisar um tempo de duração.

Foi fácil a procura de uma editora?
Mais ou menos. Num primeiro momento, sim. Logo depois de terminá-lo me incentivaram a publicar e nessa época foi complicado. As editoras grandes não dão espaço, as pequenas, nem sempre são confiáveis. Anos depois me falaram da Chiado, foi quando desenterrei a obra e enviei para análise. Eles quiseram.

Como considera a sua experiência com a Chiado Editora?
Fechei meu contrato com a editora quando ela ainda só tinha sede em Portugal, o que dificultava bastante a comunicação e a entrada do livro no mercado brasileiro. Quando a empresa começou a se estabelecer no Brasil o período de lançamento do meu livro já estava "passado" e eu já havia perdido o gás. A editora não faz tudo por você, nenhuma editora faz. O trabalho é conjunto e entraves burocráticos fazem a relação autor-editora se desgastarem um pouco. É preciso muita perseverança.

É do meu conhecimento que o seu livro não vendeu muito. Pode dizer-nos o porquê?
Justamente por causa destes entraves. Grandes livrarias como Saraiva, Cultura etc. têm muitos livros disputando um espacinho na prateleira. Além disso, como falei, minha editora é de Portugal e, no início, a ausência de um CNPJ porque a empresa não é brasileira dificultava a emissão de nota fiscal. O meu livro foi cadastrado nas lojas, mas como obra submetida a importação, o que obrigava o leitor a fazer uma encomenda e pagar pelo frete. Ou seja, nada acessível. Quando tudo começou a se regularizar, meu investimento de tempo na divulgação do livro já era bem menor do que no começo. É muito fácil desanimar e sem divulgação, sem venda.

Como fica quando o seu livro recebe críticas positivas? E negativas?
Positivas - feliz, grata. Negativas - reflexiva. De uma forma geral, concordo com os pontos criticados, mas tudo precisa ser dito com o devido respeito e educação.

O que faz para além de escrever?
Estudo, faço estágio em uma escola no momento, também alguns trabalhos como modelo e dou aulas de Redação num curso pré-vestibular aos sábados.

Com que idade começou a escrever?
Acho que 9 ou 10 anos.

Como surgiu o seu amor pela leitura/escrita?
Minha mãe é bibliotecária, não exerce a profissão há anos, mas sempre nos estimulou em casa.

O que pode o leitor esperar dos próximos livros da coleção?
A continuação do Meu Reflexo Não é Você está pronta, somente esperando uma boa forma de aparecer para o mundo. Nele o leitor poderá conhecer um pouco mais da Fernanda...

Quando escreve o que pretende transmitir ao leitor?
Naquela época, nada. Não pensava nos leitores, apenas no meu prazer. Hoje, quando penso numa nova história, penso numa história que fale de aspectos do dia a dia, com um pouco de crítica e muita emoção e reflexão acerca personagens e situações não tão visíveis para a sociedade.

Como foi ver o seu livro nas livrarias?
Emocionante! Você se sente uma pessoa importante, mas logo isso passa... rsrs

Considera que já viveu tudo ou ainda tem muito que viver?
Oras, ainda tenho muito o que viver, senão já estaria morta!

Tem em mente mais algum projeto literário fora da coleção “Meu Reflexo Não é Você”?
Sim, mas prefiro não criar expectativas. No momento, na reta final da faculdade, falta-me tempo para investir em novos projetos.

Onde podemos encontrar o Meu reflexo não é você?
No site da Chiado Editora (www.chiadoeditora.com), onde vocês podem encontrá-lo para compra em sua forma física ou virtual (e-book). No Rio de Janeiro, na Livraria da Travessa e na Livraria Galileu. 

Muito obrigado pela entrevista! Desejo-lhe um enorme sucesso no mundo da escrita.
Eu que agradeço! Grande beijo!

5 comentários:

  1. Legal, não conhecia essa autora mas vou dar uma olhada no livro.
    O Brasil deveria incentivar mais os autores nacionais, um dos meus autores preferidos da vida é brasileiro e teve um início nada fácil até conseguir uma editora.
    Abç
    https://fuccif.wixsite.com/ecleticaeamae

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  2. Muito bacana, falou a mas pura verdade.
    Vou saber mas sobre ela

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  3. Que legal, a autora estuda bem perto da faculdade em que estudei. Eu fiz comunicação na UFRJ, que fica no mesmo campus da Faculdade de Psicologia... Imagino que o livro dela seja um infanto-juvenil ou talvez um Young Adult, que não é o tipo de leitura que eu faço. Mas achei bem legal a entrevista, em especial pelo espaço aberto a uma autora nacional...
    Abr
    https://teofilotostes.wordpress.com/

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  4. Muito legal ler entrevistas e conhecer melhor os escritores nacionais, gostei bastante!
    Beijos
    Mari
    www.pequenosretalhos.com

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  5. Nossa meu sonho um dia é poder escrever um livro e eu adoro ver essas matérias de pessoas que se tornaram escritoras, adorei a entrevista é uma pena ela ter vendido tão pouco espero que ela cresça e ocupe o seu espaço no mundo dos livros

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