sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Entrevista com a escritora Renata Sousa

Foto de Renata Sousa.Antes de mais, agradeço-lhe profundamente por ter concedido ao nosso blog esta entrevista. É uma honra tê-la connosco! Pode fazer uma breve apresentação sua?

Olá Pedro! Começo também por te agradecer ao me teres convidado a participar nesta entrevista! É com muito agrado que te responderei a todas as perguntas. 
Pedes-me então, que me apresente, ora, de apresentação física como será possível verificar na foto, sou uma pessoa alta, loura, de olho azul esverdeado, e um nada cheiinha. Agora é só patentearem os antónimos de todos esses adjectivos e eis a minha apresentação física! De personalidade, considero-me uma pessoa com um bom grau de teimosia, com um certo brilho de curiosidade ao que nos rodeia. Tenho um doce apuramento a sensibilidade, amo Animais e a Mãe Natureza, praticar desporto, rir e fazer rir. Sou amante de pautas musicais, leituras e arte. Adoro comer e ser a perfeita imperfeição de pessoa que sou. Ironia é um recurso estilístico que muito procuro!


De onde surgiu a ideia para “O Tudo e o Nada”?
A ideia para “O Tudo e o Nada” surgiu de tudo aquilo que escrevi do nada. Ou seja, um dia a semente que tinha em mim, ao longo dos anos foi criando raiz, erguendo o caule, revelando as folhas e quando chegou a hora de florir a roseira que a minha alma alimenta, comecei a distribuir o seu pólen em cada verso. Foi então que me apercebi que não podia deixar secar esta bela planta e deixar que minha alma se comporte como uma mãe-estufa que a alimenta com cada toque de cada momento. É uma paixão que nasce mas jamais morrerá.

Quem ou o quê a inspirou a escrever esta obra de poesia?
Já não és o primeiro curioso que me faz este género de pergunta, como tal vou dar a minha resposta genérica, a inspiração que faz viver todo este meu mundo poético é tão venerada quanto confidencial. E se a revelasse perderia o brilho solheiro de que tanto necessito. Todo o artista tem uma inspiração irrevelada. 

Considera o seu livro um bom livro?
Sim, como marco para o começo de uma remessa deles, que assim espero que seja, considero que o meu primeiro ‘bebé’ seja revelador de uma boa escrita e de transmissão de uma miscelânea de pensamentos e sentimentos que proporciona ao leitor um divagar de mente muito vasto.

Como foi o processo de criação de poemas?
O processo para a criação de poemas, é algo que se cria na hora. Independentemente de onde esteja, daquilo que faça, quando a luzinha vermelha acende, abro, imediatamente, as portas e como cascata o poema vai surgindo no papel tão suavemente que se reduz a minutos todo esse processo. Depois: “Voilá”! 

Quanto tempo demorou a escrever o livro?
Os poemas foram escritos, compassadamente, ao longo de meses, até porque inicialmente nunca me ocorrera sequer reunir tudo e lançar num livro. E quando se trata de poesia, nem todos os dias são delícias para surgir um novo texto. Gosto de dar tempo ao tempo, de dar naturalidade à procriação da minha escrita.

Foi fácil a procura de uma editora?
Não, não foi nada fácil, até porque aquelas que mais conheço, de renome, as mais faladas e que espontaneamente se é tentado em contactar, não demonstraram grande disponibilidade. Mais tarde, do nada, a Chiado Editora contactou-me, desconhecida por mim até ao momento, e foi com essa editora que assinei contrato. 

Como considera a sua experiência com a Chiado Editora?
Igualo a minha experiencia a um sabor agridoce. Inicialmente, mostraram-se sempre prontos e comunicativos, gostei da apresentação que deram ao livro, considero que tem um bom material e imagem, e mesmo até os preparativos para o lançamento do mesmo e no dia do lançamento foram impecáveis. Após tudo isso, em termos de comunicação tornou-se quase num redondo zero e para obter informações é necessário um saca-rolhas informático.

Como fica quando o seu livro recebe críticas positivas? E negativas?
Até à data, e sem gabarolices, as críticas têm sido positivas e claro assim sendo recebo-as de sorriso e coração. Mas também quando forem abertas as possibilidades de receber críticas negativas, receberei de bom grado as mesmas visto que só me farão crescer como escritora e serão construtivas.

O que faz para além de escrever?
Para além de escrever, gosto de ter sempre uma agenda preenchida. Já referi mais acima que adoro desporto, logo tenho de o praticar. Desde pequenina que a agricultura faz parte da minha vida, assim como a música, por isso sou organista num grupo coral e aprendiz de guitarra noutro. Sou porta-bandeiras num grupo de bombos. E tenho mais uns quantos ofícios e afazeres que vão surgindo.

Com que idade teve o seu primeiro contacto com a escrita?
Foi na ronda dos meus 17 anos que tive o sensacional contacto com a escrita.

Como surgiu o seu amor pela leitura/escrita?
Surgiu do nada! Foi num final dia cinzento, no caminho de escola-casa, que olhando através do vidro do transporte público que dei o meu “primeiro beijo poético”, despontando assim o meu primeiro poema “Sem cor nem arte”. Quanto à leitura, desde que me lembre foi algo que sempre me cativou.

O que pode o leitor esperar dos seus próximos livros?
Espero que mantenha acesa a chama da curiosidade que depois o resto das sensações eu trato de despoletar através da escrita.

Quando escreve o que pretende transmitir ao leitor?
A única coisa que desejo é criar em cada leitor uma áurea diferente. Permitir que ele viaje num espaço infinito onde só ele sabe o que cria e recria em cada leitura efectuada. Quanto ao transmitir, cada um absorve o que quer para se alimentar do que quiser através das minhas palavras.

O que pretende como escritora? O que gostaria de alcançar com o seu livro?
Como escritora, pretendo certamente o mesmo que todos nós escritores. Ser bem sucedida nesta e nas próximas gerações, permanecer imortal no tempo através da escrita. Evoluir e ser conhecida nos quatro cantos do mundo. Gostaria de sentir ainda mais orgulho e prazer ao alargar a partilha do conteúdo do livro, ver o aumento de conhecedores do mesmo, observar as críticas e ser premiada. Enfim, não custa sonhar. 

Aconselharia a Chiado Editora a um escritor que esteja à procura de editora para o seu livro?
Se a Chiado Editora se moldasse em termos de se manter mais em contacto com os escritores com que trabalha para se obter mais informações mesmo ao nível da evolução do livro no mercado, sim poderia aconselhar. Mas de momentos não o poderei fazer visto que o próximo escritor passaria pelo mesmo processo que eu, e isso eu não quereria. 

Qual é o seu género literário favorito? E escritor? Podemos saber porquê?
Gosto muito do romance, principalmente, quando é escrito pela famosa e querida entre nós, Lesley Pearse. Como justificação digo que me revejo nos livros dela, que me enquadro em certos momentos que ela descreve. Adoro saborear o apimentado que ela solta aqui e ali e a curiosidade que ela despoleta em cada leitura. Frisando que fico extremamente desiludida quando acabo de ler os seus livros, porque queria mais, queria que o livro fosse infinito, e quando isso acontece é muito bom! É porque gosto realmente dos livros da Lesley!

Como foi ver o seu livro nas livrarias?
Neste momento, só o posso ver nas livrarias virtuais. Embora, se o observasse fisicamente nas livrarias, só o facto de entrar numa livraria e dar de caras com o meu livro era só por si uma sensação de desmaio quase! Seria incrível! Um sonho ainda que tenho de lutar muito para o concretizar. Mas claro, observando virtualmente o meu ‘bebé’ em vários sites de várias livrarias, já é por si algo de se louvar.

Fale-me um pouco da Renata. Não da Renata escritora, mas sim da Renata mulher.
Ora Renata…desconheço esse nome… Como de certo já deu para reparar, claro, a ironia e o gostar de brincar são dois pontos fortes da minha personalidade, assim como, volto a repetir, a sensibilidade aguçada que tenho. Tenho uma percentagem pequenina de preguiça em mim, teimosia e detesto gabarolices! Considero-me uma boa amiga, prestável e um tão perfeccionista! Sou uma mulher simples, possuidora de qualidades e defeitos como todos nós.
Foto de Renata Sousa.
Considera que já viveu tudo ou ainda tem muito que viver?
Com a idade que possuo, podia muito bem ter vivido muito menos do que aquilo que já vivi, infelizmente ou felizmente. Mas, apesar de já ter vivenciado uma séria de coisas boas e más, é claro que há muito mais por onde tenho de deixar a marca das minhas pisadas.

Tem em mente mais algum projeto literário fora da poesia?
Já tive em mente, escrever um romance! Mas para já fico-me pela minha querida poesia em que tão bem vagueio. 

Muito obrigado pela entrevista! Desejo-lhe um enorme sucesso no mundo da escrita.
Obrigada Pedro! Foi um prazer responder à entrevista! Desejo de muitos sucessos para o blog e para os teus sonhos.



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